O varejo físico vem passando por muitas transformações, influenciadas pela tecnologia que está invadindo a vida dos consumidores de forma cada vez mais rápida. Através disso, o varejo físico de moda tem a necessidade de inovar e se adaptar aos novos comportamentos de consumo dos clientes.

É exatamente sobre isso que vamos falar, pois, se você acompanha as informações atualizadas sobre o varejo físico, vai se perceber que, na prática o Brasil vive em uma realidade muito diferente.

Varejo de Moda

Nos últimos anos as informações sobre o futuro do varejo vêm gerando uma série de especulações. Integrados com o online os pontos de vendas físicos estão aliados a tecnologias e mais focados em experiências, verdadeiras atrações com as pessoas no centro das atenções. Cada vez menos o foco estará unicamente nas transações.

As tecnologias são as principais fontes de inovação para o futuro do varejo, questões como Realidade Aumentada, Chatbots, Big Data, Inteligência Artificial, Omnichannel são uma das tendências vistas e discutidas pelos especialistas da área.

A Realidade do Varejo Físico de Moda

Em meio a isso, ao visitar uma loja física de moda se percebe outra realidade. Quem acompanha as novas informações sobre o varejo, percebe que, a teoria e a realidade são bem diferentes. O varejo de moda no Brasil, atua em condições desfavoráveis em vários aspectos, a área enfrenta vários dificuldades, e nos pequenos centros, cidades de interiores, a situação pode ser considerada ainda complicada.

Abaixo estão listados cinco temas que podem ser considerados mais comuns em descuidos pelas lojas no varejo de moda:

  1. Atendimento: possivelmente você já foi em alguma loja física comprar algum produto, já deve ter vivenciado alguma experiência negativa em relação a atendimento. Muitas vezes esse é um dos motivos mais comuns pelo qual os clientes não voltam em determinadas lojas. Os serviços prestados pelos profissionais de vendas, muitas vezes ainda são ruins e desatualizados. Não atendem requisitos básicos como, tratar com o cliente pelo nome, entender e ter domínio sobre os produtos vendidos, receber os clientes com empatia, buscar entender as reais necessidades e contribuir com as soluções delas, e outras questões que podem ser consideradas mínimas e que, deveriam ser fundamentais.
  1. Gerentes de Loja Desatualizados: se percebe uma “miopia profissional” dos gerentes de loja, muitas vezes desatualizados e com falta de visão para o futuro do varejo físico de moda.  E essa mesma visão (ou falta dela) também pode ser direcionada para as empresas, pois foco está nas transações e resultados a qualquer custo. A atenção com as pessoas, continua em segundo plano. A concentração em burocracias, questões administrativas, processos, controles, quando, deveria ser em relacionamento com clientes, desenvolvimento e capacitação dos profissionais de vendas, inserção de novas tecnologias, novas formas de interação com os clientes etc. Esses profissionais são fundamentais para desenvolver equipes e colocar varejo físico em níveis melhores de atendimento, não se deram conta, da necessidade de mudar, e passar a concentrar mais energias nas pessoas!
  2. Empresas Concentradas Transações: não se pode generalizar, existem empresas Brasileiras buscando fontes de inovações constantes, como é o caso da marca carioca Reserva, que tem uma série de estratégias no qual demonstram que a marca está de olho no futuro do varejo. A mais recente foi divulgada esse mês, agora a marca passa a ter como forma de pagamento em seu e-comerce a moeda biticoin. Mas, a realidade é que muitas empresas do varejo de moda, ainda estão praticando aquele “velho jeitinho” de fazer gestão. Sendo que, hoje o varejo está em outro patamar e necessita de novas abordagens.  Processos desatualizados, sistemas operacionais não focadas em CRM (gestão de relacionamento), falta de capacitação dos profissionais da área, estratégias desatualizadas focadas unicamente em produtos, investimento de marketing em canais obsoletos pode ser um dos exemplos a serem citados. Muitas marcas do varejo de moda, estão concentradas em “empurrar” produtos, sem perceber que os clientes estão concentrados em propósitos. Gestores ainda não perceberam que, no topo da pirâmide do varejo moderno, estão os CLIENTES. A iniciativa deve vir de cima para baixo, devem partir das empresas para que sejam replicadas aos pontos de vendas físicos.
  3. Visual Merchandisingo varejo de moda físico vive uma realidade onde muitas empresas não inseriram as ferramentas de visual merchandising. Com layout de lojas e vitrines desorganizadas e não atrativas, sem técnicas adequadas, pontos de vendas físicos sobrecarregadas de produtos, sem coordenação visual. Se percebe que, é um tema que recebe pouco investimento das empresas, tanto financeiro quanto em planejamento e execução de boas estratégias de Visual Merchandising. Se percebe essa necessidade ainda mais latente nos centros menores.
  4. Visão para o Relacionamento: Se percebe que as lojas físicas e seus profissionais ainda estão concentrados unicamente em “fechar a vendas. ” A falta de cuidado e empatia com necessidades dos clientes, profissionais treinados com as habilidades voltadas para as pessoas muitas vezes é comum para a atividade. Estratégias de pós-vendas que deveria ser padrão para esse tipo de varejo, ainda são consideradas exceções. Sistemas voltados para gestão de relacionamento ainda são pouco inseridos. Fica claro que, o varejo físico tem muito a evoluir neste sentido.
  5. Integração com o Online: a integração entre varejo físico e online não pode mais ser considerada futuro. É agora! Os consumidores estão conectados e querem encontrar suas marcas, lojas, produtos em todos os canais. Dessa forma se faz fundamental que os pontos de vendas físicos de alguma estejam conectados com o online, seja através de sites, blogs, redes sociais, lojas online etc. A realidade é que, muitas lojas físicas de moda, ainda atuam em estratégias unilaterais, com investimentos baixos e pouco proveito das ferramentas que o universo online pode possibilitar. Isso demonstra a fragilidade da área quando se refere em inovação e tecnologias.

É Preciso Mudar e Quebrar Paradigmas!

É preciso quebrar paradigmas para o varejo físico de moda avançar nos quesitos acima relacionados. As empresas e profissionais da área devem reavaliar suas abordagens, buscar formas atualizadas de atuação para um varejo novo, e que estão focadas no consumidor e em seus comportamentos!

Se você quiser entender um pouco mais sobre as atualização que  o varejo físico de moda vem necessitando, você pode ler também: O Novo Olhar para o Atendimento para o Varejo Físico.

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